Bolhas na minha prótese total o que pode ser?

Hoje vamos falar sobre um problema que assombra muita gente no laboratório: as temidas bolhas na prótese total. Bom para começar, precisamos entender o que estão ocasionadas essas bolhas: elas estão ocorrendo por falta de material ou por alguma falha no processo de polimerização da resina?

As bolhas ocorrem por diversos motivos, mas importante ressaltar que quando se tem um protocolo de trabalho bem definido e técnicas eficientes dificilmente você vai ter esse problema em seus trabalhos.

Vamos lá… vou listar aqui algumas falhas que provocam bolhas na resina e como solucionar esse problema.

Bolhas por falta de material?

Quando prensamos a prótese total o ideal é que se faça o uso de uma prensa hidráulica, colocamos a resina e prensamos até 1 tonelada, porém se a quantidade de resina não for suficiente para preencher todo espaço da mufla ficam bolhas de ar que não conseguiram sair por falta de pressão, o ideal é que a resina extravase um pouquinho (sem excesso) para que preencha todo espaço expulsando todo o ar de dentro da mufla. Para evitar esse tipo de bolha basta fazer a prensagem com filme separador plástico e após alguns minutos abrirem a mufla para conferir se todo espaço foi preenchido e se necessário manipular mais um pouco de resina e prensar novamente.

Bolhas por prensagem na fase errada da resina?

A resina acrílica termopolimerizavel tem uma fase ideal para prensagem, que é a fase fibrilar, quando começa a “puxar fio” como se fosse uma teia de aranha. Se prensarmos antes dessa fase na fase arenosa (mais líquida) a resina não tem corpo suficientemente firme para expulsar o ar da mufla (mesmo que extravase material) o ar acaba ficando entre a resina, ocasionando diversas bolhas.

Para solucionar esse problema é só prensar na fase fibrilar vagarosamente até 1 tonelada, tem que ter um pouco de paciência nessa hora para não prensar rápido demais, temos que dar tempo para a resina se acomodar na mufla.

>>> Leia também: Dicas de como evitar alterações da resina

Bolhas por cocção errada

Essas bolhas tem a característica parecida com gás de refrigerante, elas ocorrem por excesso de temperatura e polimerização rápida, o processo de polimerização da resina ocorre na faixa de temperaturas de 73 °C, é aproximadamente nessa temperatura que é liberado o peróxido de benzoíla que é o catalisador que faz a resina “endurecer” se submetermos a prótese a uma temperatura muito elevada, ou que haja um aumento muito rápido na temperatura o peróxido de benzoíla que faz a polimerização é liberado tudo de uma vez não havendo tempo das moléculas de monômetro e polímero se unirem.

Essas “bolhas de gás” são o monômeros que não se uniram ao polímero e também não conseguiu sair da prótese para ser eliminado, ficando encapsulados internamente dentro da mufla. Para evitar esse problema basta seguir um ciclo de polimerização seguro e comprovado cientificamente.

Bolhas por porosidade

Essas bolhas geralmente são causadas pelo ressecamento da resina, às vezes por falta de técnica de acrilização pó e líquido ou também pode ser o gesso da mufla que não está hidratado “roubando” o monômetro da resina. Para evitar esse problema tem que hidratar a mufla deixando submersa em água ou em um pote umidificador antes da acrilização e antes da polimerização. Também podemos abrir a mufla após 3 horas de prensagem antes de polimerizar para hidratar a resina com monômero.

>> Leia também: Dicas de ceroplastia caracterizada

Espero que essas dicas ajudem vocês a evitar esse problema no laboratório.

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Comentários

1 comentário
  1. Muito legal essa abordagem espero que venha muito mais esclarecendo mistérios da prótese.
    Obrigado a todos pela iniciativa e colocarem em prática essa excelente ideia 👏👏👏👏

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