Como fazer lentes de contato com mais naturalidade

Em um mundo imerso no fluxo da odontologia digital o conceito de naturalidade está ficando cada vez mais forte. Um dos conceitos da palavra “natural” é “produzido pela natureza”, mudar o sorriso e parecer natural é o desejo da grande maioria dos pacientes, com exceção daqueles que querem as lentes” super Bleach.”

E quando nós falamos de um trabalho feito em dissilicato de lítio, onde estamos reproduzindo peças com estruturas superfinas, com espessuras que variam de 0,3 mm até 1 mm em média, como reproduzir peças com naturalidade?

Check list para criar um caso de lentes de contato com naturalidade.

  • Primeiro passo é identificar quais as dores do paciente, quais são as principais queixas, inseguranças e causas, para isso o planejamento do enceramento diagnóstico é essencial. Sendo ele digital ou analógico.
  • O segundo ponto é entender o que o paciente e o dentista esperam do caso, no sentido de obter as informações de que o paciente deseja nas lentes de contato. Aqui entram alguns dados básicos como faixa etária de idade, homem ou mulher, formato de rosto, fotos são essenciais na comunicação entre TPD x Cirurgião dentista.
  • Terceiro ponto importante é mostrar a ele (paciente) um caso de lentes de contato com texturas e outro com superfície polida, brilho mecânico ou glazer artificial, com mamelos ou sem borda incisal estratificada.
  • Quarto passo é sobre o paciente ser orientado sobre as características que compõem um dente natural e um sorriso harmônico na sua faixa etária de idade. Cabendo ao dentista informar, direcionar para a melhor escolha para ele (cada paciente é único).

Para isso, nós TPDs, contamos com uma gama enorme de possibilidades, dentro de alguns sistemas cerâmicos. Sabendo o que você deseja alcançar no final, fica mais “fácil” fazer as escolhas certas.

>>>Leia também: Como são feitas as lentes de contato dentais?

Como técnico em prótese dentária, temos algumas formas de desenvolver essas lentes de contato ou facetas de porcelana de maneira natural, conhecendo as técnicas podemos eleger algumas delas como:

  • Cerâmica estratificada, que é feita de maneira manual/artesanal, uma das técnicas mais antigas que temos.
  • A segunda seria feita de forma “Cut Back” (figura 1) traduzindo de maneira simples seria a redução e ou diminuição da face vestibular, para que possa acrescentar cerâmica apenas nessa face vestibular toda ou parcialmente.
Figura 1 – Técnica Cut Back

A técnica de “CUT BACK” ela vem para ajudar nós técnicos, em conseguir mais naturalidade nas peças de maneira mais rápida, como? Você pode fazer um casquete de resina reduzida (eu uso Pattern Resina), fazer a injeção com a pastilha que elegeu para o caso. Após a desinclusão você irá fazer o corte de sprue, e com discos diamantados (corte fino) e pedras e brocas específicas para o dissilicato de lítio, vai criar um recorte na faceta /lente, em toda a face vestibular com o formato da dentina, como se fosse o recorte já de mamelos.
E então, você irá recobrir essa peça, com apenas massas de cerâmicas de incisal, esmalte e efeitos opalescentes e translúcidos, para que assim você tenha uma estratificação mais natural.

E a técnica muito difundida hoje é a Maquiagem em dissilicato de lítio, que traz muita agilidade para nós TPDS, mas não se engane para se obter resultados de naturalidade e excelência é preciso muito conhecimento dos materiais.

Dentre as ótimas opções que existem no mercado, nós temos o Dissilicato de Lítio VITA AMBRIA, que tem uma grande vantagem sobre os demais ela é um dissilicato de lítio com carga de dióxido de zircônia. Com a pastilha VITA AMBRIA é possível reproduzir as cores dos dentes de forma confiável graças às pastilhas de prensagem com excelente fidelidade de cores e componentes de sistema perfeitamente harmonizados de acordo com as escalas VITA Classical® e VITA 3D-Master®.

Para que você possa obter resultados de excelência em dissilicato de lítio, é necessário que você compreenda todo o sistema de materiais que temos disponível hoje no mercado e que assim você saiba escolher o que mais se adapta ao seu fluxo de trabalho no laboratório.

Sobre a autora

Aline Haubricht | @aline_haubricht

  • Formada há mais de 15 anos em londrina no Paraná ( colégio C&S )
  • Vários cursos no currículo como:
    • Extensivo anatomia, função e oclusão com Hilton Riquieri, David Morita – lentes de contato;
    • Daniel Morita – Facetas e protocolo;
    • Márcio Breda – Metalo cerâmica;
    • Pablo Caetano – Protocolo.

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