Dicas de como evitar alterações da resina

Olá, meu nome é Magno Sanches. Vou dar algumas dicas para vocês de como evitar bolhas na resina quando você for fabricar uma prótese dentária! São problemas que acontecem devido a pequenos descuidos que podem ocasionar um concerto, ou até mesmo, a repetição do trabalho.

Alguns fatores que podem ocasionar as terríveis bolhas na prótese dentária

  • É de grande importância que na hora de misturar o pó (polímero) com o líquido (monômero) ele não seja muito misturado, afinal manipular demais o material pode aumentar sua exposição com o ar, então o ideal é adicionar primeiro o líquido e depois o pó, manipulando o mínimo possível.
  • Outro fator crucial para evitá-las após manipular o material é tampar para que o monômero não evapore rapidamente, afinal ele que faz a união entre as moléculas do polímero.
  • Após seguir corretamente estas etapas é recomendado esperar a mistura chegar na fase fibrilar para realizar a prensagem.
  • A fase fibrilar é aquela fase que forma algumas teias de aranha, onde a resina não está mais tão liquida e não está tão densa! Nessa fase caso existir alguma bolha ou partícula de ar dentro da resina ela consegue expulsar a mesma para fora, o que não acontece quando ela está muito liquida e muito densa.
  • Outro problema é a falta de material, então caso ver que sua mufla não extravase resina pode ser que houve falta de material, deixando algum espaço com ar entre ela.
    A prensagem deve ser feita aos poucos, costumo a cada 2 minutos aumentar 300kg!
  • Então a prensagem que deve atingir 1 tonelada leva de 6 a 8 minutos para atingir esse patamar, expulsando pouco a pouco o ar da mufla e deixando somente nossas partículas de resina!
  • O ideal para uma boa acrilização é uma prensagem de 12 horas a 1 tonelada, pois as partículas no início da prensagem estão agitadas e querendo um lugar para realizar a união entre as moléculas! Após esse período as partículas estabilizam e se “acomodam” no espaço que existe na mufla.
  • Mesmo com todos os processos seguidos conformo recomendado até essa parte, ainda existe chance de formar bolhas em sua prótese. Mas a partir desse momento é de suma importância prestar atenção na temperatura que ela irá ser polimerizada!

O nosso monômero tem a temperatura máxima de 70 a 75 graus para realizar a união entre as partículas de polímero, então a temperatura deve aumentar lentamente até atingir esse patamar, quando ela ultrapassar essa marca o polímero já vai atingir sua fase mais densa e não irá deixar o monômero sair mais, então caso ela atingir rapidamente essa temperatura ocorre o risco desse monômero evaporar e não conseguir sair, formando micro bolhas no interior da resina, que possam talvez ficar visíveis ou não.

Mas com certeza vão deixar sua prótese com porosidade e reduzir a durabilidade, sem falar que caso ocorra a formação dessas porosidades, o uso da prótese irá começar acumular alimento nessas microbolhas e deixar um odor terrível na mesma!

Sobre o autor

Magno Sanches | @tpdmagnosanches

Formado na Escola Bernardino – Caxias do Sul – RS
Especialista em prótese total
Especialista em protocolo acrílico
Especialista em caracterização

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