Uso das cerâmicas na fabricação de próteses fixas

A reprodução de uma reabilitação em cerâmica é sempre um desafio no qual incessantemente buscamos reproduzir a beleza da naturalidade e integrá-la ao meio oral de maneira imperceptível devolvendo ao paciente: forma, cor, textura, função e integração biológica.

Precisamos captar os recursos e particularidades para obter um resultado que devolva todos esses detalhes. Para alcançarmos esses resultados temos que entender de materiais de substrutura, cerâmicas, estruturas anatômicas, análise de cores e como funciona o sistema estomatognático.

O desenvolvimento da odontologia digital e a tecnologia avançada facilitaram o acúmulo desses conhecimentos, tornando-as facilmente reproduzíveis, mas, nunca dispensando o conhecimento do protético e a sua arte. Independente do material cerâmico a ser utilizado, uma reabilitação sempre deve iniciar com um bom planejamento, sendo ele feito de maneira digital ou analógica, além disso, é recomendado a confecção de uma prótese provisória para uma prévia adaptação do paciente ao resultado, essa etapa é fundamental para que tenhamos uma escolha confiável no que diz respeito ao material de substrutura a ser utilizado.

Atualmente no mercado temos diversos materiais a nossa disposição, como as metálo-cerâmicas, zircônias, dissilicatos, cerâmicas feldspáticas entre outros. Temos percebido uma crescente na escolha dos materiais que são facilmente introduzidos no fluxo digital, que é o caso das cerâmicas monolíticas, são originadas inteiramente de apenas um tipo de cerâmica, conferindo assim uma maior resistência às peças, os famosos “maquiados”, sendo eles confeccionados tanto em zircônia como em dissilicato.

Uma alternativa muito interessante são as próteses híbridas, as quais conferem a união de 2 materiais, nessa técnica podemos reduzir um pequeno cutback vestibular para reproduzirmos manualmente o recobrimento com uma cerâmica, onde mantemos a resistência do material e agregamos uma personalização. (No meu ponto de vista a melhor técnica atualmente.)

Como mencionei anteriormente, independente dos materiais é indispensável o conhecimento do protético, precisando compreender a dinâmica dos materiais cerâmicos para que possamos assegurar um excelente resultado, independente da marca de cerâmica que iremos utilizar, para isso é muito importante o entendimento da dinâmica de luz e da forma das estruturas anatômicas de dentina e esmalte.

>>>Leia mais: Caso laboratorial: prótese fixa com laminados cerâmicos

De maneira simples, quando entendemos a questão de opalescência que é a qualidade óptica referente a transmissão seletiva de ondas curtas de um material transparente ou translúcido, propriedade essa presente em toda extensão do esmalte dental, e a fluorescência que é a emissão de luz por parte de um material ou tecido biológico, presente na dentina, conseguimos nos aproximar das características naturais dos elementos dentais.

As propriedades ópticas são classificadas com base em 3 dimensões, sendo elas: matiz, croma e valor.

  • Matiz: distingue uma família de cor de outra; por exemplo: A, B, C e D
  • Croma: Descreve a saturação ou intensidade de um determinado matiz; por exemplo: A1, A2, A3, A3,5, A4. Nos dentes naturais o croma é uma característica relacionada essencialmente a dentina. O esmalte age como um filtro atenuando a percepção da cor destinaria. O croma aumenta de forma gradativa a medida em que a espessura do esmalte diminui, observando um maior croma da região cervical.
  • Valor: Representa a luminosidade da cor, o valor está relacionado a quantidade de pigmento branco existente, se refere a quantidade de opacidade e/ou translucidez. Quanto mais branco o objeto maior será o valor, pois uma maior quantidade de luz será refletida.

Com esses simples conceitos conseguimos independente de material ou marca alcançarmos excelentes resultados nas nossas reabilitações em cerâmicas. Não podemos esquecer a fundamental importância da comunicação efetiva entre o TPD e o Cirurgião-Dentista, e termos como foco principal a reabilitação do nosso principal envolvido “o paciente”, esse é o nosso propósito como profissionais da odontologia.

Sobre o autor:

Ginetom Rodrigues | @ginetom_rodrigues

Técnico Master em Cerâmica Dental desde 2002 e também especialista em Reabilitação Oral.
CEO do Instituto Ginetom Rodrigues.
Ministra cursos e palestras presenciais em vários países da Europa e América Latina, além disso, é speaker da Zirkonzahn e Talmax Brasil.

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